I TM 4:116

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. 1 TM 4:16

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Os ensinos de Kenneth Hagin X Bíblia Sagrada



“E você sabe o que vai acontecer agora? Vou contar-lhe um segredo. Alguém vai me dar US$ 50.000,00. Porque você pode ter aquilo que diz”
Fonte: Fé para remover montanhas, p. 21

“Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe” (Isaías 29:16)


**********************

“Nosso problema é que oramos e confessamos muito, mas não mandamos. É gostoso mandar! ... Jesus pagou o preço para fazermos isso[...]”
Fonte: Commanding Power, p. 12-13



“Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? (Romanos 11:34-35)

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9:20)

**********************
  
“O próprio Senhor me ensinou sobre a prosperidade [...] recebi isso diretamente do céu”
Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p. 1



“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6:25)

**********************
  
“O Senhor falou comigo e disse: ‘Não ore mais pedindo dinheiro. Você tem autoridade através do meu nome para reivindicar a prosperidade”
Fonte: New Threshold of Faith, p. 55


“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Coríntios 12:9)

**********************
  
“O maior fato da palavra de Deus: poder de comando [...] que todo [...] Filho de Deus é capaz de operar [...] Comandar é diferente de confessar [...] Nosso problema é que temos orado e confessado muito, mas não temos dado muitas ordens”
Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p.16-19


“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9:20)

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13)

**********************
  
Supostamente “Deus” teria dito à Kenneth Hagin:
“Em primeiro lugar [...] não ore mais sobre dinheiro [...] Peça o que precisar.” [...] O Senhor continuou: “Você diz: ‘Satanás, tire suas mãos do meu dinheiro’ [...] Diga: ‘Ordeno[...]’, nomeando o que quer ou deseja.” Eu disse ao Senhor: “Senhor, não creio que queira que as nossas necessidades sejam satisfeitas – mas, sim, os nossos desejos?” Ele replicou [...] “no Salmo 23 está escrito [...] está escrito:  ‘O Senhor é o meu pastor, nada me FALTARÁ’.” [...] [Portanto, Deus continua] “Peça o que precisa ou deseja. Diga: ‘Satanás, tire as mãos das minhas finanças’. Depois diga: ‘Ide espíritos ministradores, e façam o dinheiro chegar’.”

Fonte: How God Taught Me About Prosperity, p.16-19



“Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor. Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção” (2 Pedro 2:11)

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mateus 6:6)

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mateus 6:9)

“E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu” (Lucas 11:2)

**********************
  
“O diabo é quem impede o dinheiro de chegar a você [...] O Senhor me disse há anos quando eu me queixava de falta de verba: ‘Olhe, não posso fazer tudo a esse respeito. Depende de você. Ordene que ele venha em nome de Jesus [...] Você pode até falar com os anjos”, Ele me disse “e eles vão trabalhar para você...”
Fonte: Paul’s Revelation: The Gospel of Reconciliation, p. 25-26


“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4:3)

“Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar” (Jó 36:26)

“Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso...” (Gênesis 35:11)

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8)

“E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus...” (Lucas 11:2)

**********************

“Em lugar algum a Bíblia ensina que se você apenas crer no coração obterá uma resposta”
 Fontes: The Real Faith, p. 24   /   How to Turn Your Faith Loose, p. 20



“E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23)

“Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” (Romanos 10:11)

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9)

“E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22)

**********************
  
“A morte espiritual significa ter a natureza de Satanás”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 26
“Jesus provou a morte – a morte espiritual – por todos os homens”

Fonte: O Nome de Jesus, p. 27


“Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim” (João 14:30)

“Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1:16)

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6)

“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Colossenses 1:19)

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9)

**********************
  
“Jesus se tornou aquilo que nós éramos, a fim de que nós nos tornássemos aquilo que Ele é.”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 27




“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23)

“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:5)

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pedro 2:21)

“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Colossenses 1:19)

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9)

**********************
  
“A morte física não removeria os nossos pecados. Provou a morte por todo homem – a morte espiritual [...] Jesus é a primeira pessoa que já nasceu de novo. Por que o Seu espírito precisava nascer de novo? Porque ficou alienado de Deus”
Fonte: O Nome de Jesus, p. 25


“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Coríntios 15:3)

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8)

“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei...Mas ele falava do templo do seu corpo” (João 2:19,21)

**********************
  
“nem Jesus Cristo tem uma posição mais elevada do que nós diante de Deus”
Fonte: Zoe: a própria vida de Deus, p. 79




“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1:3)

“Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade” (Hebreus 8:1)

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9:20)

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10)

O PODER NA VIDA DO CRENTE

Das 127 vezes que a palavra ‘poder’ aparece no Novo Testamento está ligada em 100 vezes a Jesus Cristo, Espírito Santo ou Deus, significando, assim, algo que é outorgado diretamente por Deus. Das outras 27 vezes restantes em que ‘poder’ aparece, está relacionado apenas com força normal, ou autoridade, referindo-se a homens ou demônios.

Contudo, 11 vezes o Novo Testamento afirma que nós, crentes, temos poder. Só que, diferentemente do que muitos ensinam, não é aquele poder de colocar Satanás debaixo dos pés ou o poder de fulminar com uma palavra – que mais parece um crente nuclear – que com um simples estalo de dedos você já era, pois “eu sou o filho de DEUS”.

Quem usa esse tipo de frase, nesse contexto que estamos trabalhando, parece até que está querendo dizer: “eu sou deus”.

O Novo Testamento afirma que temos poder para:

     Ser filho de Deus (Jo 1:12);
     Dar testemunho de vida (At 4:33);
     Poder para apresentar o Poder, que é o Evangelho (Rm 1:16);
     Apresentar a Palavra da Cruz (1 Co 1:18);
     Ser aperfeiçoado na fraqueza (2 Co 12:9);
     Viver para os outros (2 Co 13:4);
     Ser constituído ministro do Evangelho (Ef 3:7);
     Fortalecer o amor, para ser tomado da plenitude de Deus (Ef 3:16-19);
     Servir e glorificar a Deus (1 Pe 4:11);
     Possuir tudo o que conduz à vida e à piedade (2 Pe 1:3);
     Julgar as nações (só após o Milênio) (Ap 20:4 cf. Ap 3:21).

Recebemos, ainda, poder para:

     Julgar os anjos (só após o Milênio) (1 Co 6:3);
     Suportar aflições, fome, humilhações e escassez (Fp 4:11-13);
     Pregar o Evangelho (1 Pe 1:12);
     Resistir ao Diabo, desde que sujeitando-se a Deus (Tg 4:7).

Sabe o que é resistir? Não é atacar!!! Apenas suportar, agüentar, manter-se firme!!!

Outro problema ensinado atualmente quanto ao poder espiritual a nós investido por Deus, é que muitos se acham tão poderosos que desejam se comportar como uma espécie de Rambo, como se saíssem por aí com uma metralhadora espiritual assustando o Diabo, fazendo-o correr, pisando-o, humilhando-o. Desconhecem assim a Palavra de Deus, achando que possuem certos atributos, quando, na verdade não possuem.

Se observarmos o que ensina a Bíblia, quanto aos anjos, veremos que são mais poderosos que os seres humanos, mesmo os crentes:

“ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.”
2 Pe 2:1


Note o que diz a Bíblia a respeito de anjos: “maiores em força e poder”.

E lembre-se que tanto Satanás quanto os demônios são anjos, decaídos, é claro, mas nem por isso deixam de ser uma espécie de anjos.

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda.”
Jd 9


Note que mesmo um anjo de hierarquia superior, arcanjo, como Miguel, não usou de autoridade própria, apesar de ser superior como está escrito em 2 Pe 2:11, mas disse: “O Senhor te repreenda”.

Mas, ao contrário do que ensina a Bíblia, muitos querem sair por aí afrontando o diabo e colocando-o debaixo dos pés. Se isso pudesse realmente acontecer, eu creio que quem terminaria debaixo dos pés não seria o diabo.

É claro que não devemos temer o diabo, pois somos Templo do Espírito Santo e o anjo do Senhor acampa ao nosso redor (Sl 34:7; Sl 91:11), mas é o Senhor que nos protege, e não nós mesmos.

Os defensores de tais ensinos posteriormente terminam em dois caminhos: ou ficam frustrados, ou enveredam por heresias maiores e mais comprometedoras, como é o caso de “ícones” nacionais e internacionais, igrejas e cursos bem conhecidos e muito freqüentados, mas que possuem uma fétida negridão doutrinária.

Que Deus nos abençoe, guie e proteja.

“Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
(Lc 18:8)


FONTE: http://www.webevangelista.com

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

As consequências de um falso evangelho

Tem muita gente no Brasil que pensa estar pregando o Evangelho sem contudo de fato fazê-lo. 

Na verdade, como já escrevi anteriormente o Evangelho pregado por muitos pastores não é o evangelho dos Evangelhos e sim o evangelho pregado por alguns dos evangélicos.

Esse pseudo evangelho, imbuído de uma pseudo mensagem, tem fabricado pseudo evangélicos que até parecem com verdadeiros evangélicos, sem contudo de fato terem sido regenerados pelo Espírito Santo. Nessa perspectiva o crente tem o linguajar de crente, se veste como crente, sem contudo ter nascido de novo. 

A pregação desse falso evangelho tem gerado pelo menos 06 consequências seriíssimas na igreja brasileira senão vejamos: 

1.   Crentes libertinos que em nome de Deus fazem tudo aquilo que lhes dá na telha, mesmo que isso afronte a Palavra Revelada do Senhor.
2.   Crentes legalistas que nome de uma espiritualidade farisaica desenvolvem uma fé morta e absorta em vinganças, rancores e amarguras.
3.    Crentes humanistas cujo foco principal não é a glória de Deus, mas a satisfação humana.
4.   Crentes adeptos da riqueza e da prosperidade cujo entendimento é que Deus os salvou para serem ricos e não instrumentos da glória de Deus.
5.   Crentes ensimesmados, solitários, egoístas cuja filosofia de vida é "farinha pouca meu pirão primeiro"
6.   Crentes adeptos do entretenimento e do gospel onde Deus se faz presente como simples galardoador daqueles que dele se aproxima.
Caro leitor, lamentavelmente esse falso evangelho está fundamentado numa falsa mensagem, baseado numa falsa teologia, que tem gerado falsos crentes que por conseguinte tem pregado falsas doutrinas, advogando um falso avivamento de um falso Cristo.

Isto posto, resta-nos portanto, chorar de vergonha, regressar as Escrituras, pregar novamente Cristo crucificado, confessar nossos pecados, arrependendo-nos diante do Eterno, mesmo porque, agindo assim, quem sabe Ele resolva mudar a nossa sorte.


Em Cristo,

Renato Vargens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Igreja usa dízimo para construir casas para sem-teto



Imagem: Reprodução
Para oferecer moradia aos fiéis que não têm onde morar a igreja Assembleia de Deus Ministério Lagoinha, em Araruama (RJ) está construindo casas usando o dinheiro do dízimo e das ofertas.

A decisão partiu do pastor Fábio Mendonça, que também é sargento da Polícia Militar da 25ª CIA em Cabo Frio, que participa das construções.

Três pedreiros também estão envolvidos nesse projeto, eles trabalham voluntariamente aos finais de semana para oferecer casa para os fiéis mais carentes. Até o momento quatro casas já foram construídas e agora os voluntários estão trabalhando em quatro quitinetes que devem ficar prontas até 12 de outubro.

Duas dessas casas serão entregues para duas senhoras que dormem na igreja por não terem onde ficar. "Fui amparada na hora que mais precisei, hoje tenho a segurança de um lar", disse Andréa Silva Rocha, uma das beneficiadas do projeto.

Apesar de todo o esforço, o pastor afirma que recebe muitas críticas de outros pastores. "Alguns pastores me perguntaram se eu não estava 'arrumando' muito trabalho. Se Deus pensasse no trabalho que o ser humano dá a Ele em relação à desobediência a seus princípios, não teria feito o mundo", disse ele para a rádio 93 FM.


"Tudo que fazemos na vida pode nos gerar problemas, você não compra um carro, por exemplo, pensando que o pneu pode furar um dia, mas no benefício que você vai ter com o veículo."

Mendonça ainda mandou um recado para as igrejas, dizendo que é preciso se atentar para as necessidades dos fiéis. "Há igrejas em que a maioria dos membros não possui necessidades financeiras, mas sempre há os que precisam de ajuda espiritual e aqueles que precisam de ajuda material."

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Uma análise sobre "Unção com Óleo".



por Leonardo Dâmaso

 
Conforme sabemos, é bem comum vermos no meio evangélico, especialmente nas igrejas neopentecostais e pentecostais, onde faz parte da liturgia e doutrina destas igrejas/seitas, o hábito de ungir pessoas, objetos, casas, carros dentre outras coisas como uma espécie de “ato profético” ou algo semelhante. Via de regra, para corroborar esta prática como liturgia e doutrina na igreja, tanto os pastores, seguidores e adeptos da unção com o óleo utilizam como base na Escritura várias passagens do Antigo Testamento e, em adição, no Novo Testamento, especificamente as passagens de (Mc 6.7, 13; Tg 5.14). Vamos analisar cada uma delas:


Marcus 6.7, 13 – Chamando os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam. NVI

 

Tiago – 5.14 Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o ungiam com óleo, em nome do Senhor. NVI


Na primeira passagem descrita no Evangelho de Marcus, é dito que os discípulos foram enviados por Jesus a pregarem o evangelho nas cidades circunvizinhas de Israel, tendo recebido também poder e autoridade de Jesus para expulsar demônios, curar os doentes e ressuscitar os mortos (Mt 10.8). No caso de curar os doentes, vemos mencionado no texto um elemento utilizado pelos discípulos – ou seja, eles ungiam as pessoas doentes com óleo e elas eram curadas. Porém, vemos um fato interessante na narrativa de Marcus acerca disso. Ao recomendar os discípulos sobre o modus operandi de como curar os doentes, Jesus mencionou apenas “a oração com imposição de mãos”.  


Marcus 6.18c – imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados. NVI

O próprio Jesus, em todo o seu ministério sequer usou a unção com óleo como complemento para curar os enfermos ou ungiu alguma pessoa demonizada, algum objeto ou alguém simplesmente por ungir, como vemos nas igrejas neopentecostais e pentecostais. Não há nenhum relato nos evangelhos, nas cartas apostólicas e nem em escritos dos pais da igreja que sucederam os apóstolos mencionando que Jesus ungiu Pessoas ou objetos.


João 9.6 – Tendo dito isso, ele “cuspiu” no chão, misturou terra com “saliva” e aplicou-a aos olhos do homem. NVI

 

É importante observar que não podemos utilizar “alegorizar” e aplicar esta passagem como base para apoiar que a saliva foi um tipo de óleo que Jesus usou para ungir os olhos do cego. Isto seria cometer um erro pífio de interpretação. Entretanto, não é visto em todo o livro de Atos que os apóstolos, após o pentecostes e nem Paulo utilizaram deste hábito de “ungir” os enfermos com óleo. Antes, os apóstolos tinham seguido o ensinamento de Jesus orando pelos doentes com imposição de mãos. (veja At 5.16; 8.7; 19.12; 28.8-9 etc...).


Acerca do texto de Tiago 5.14, que poderia mostrar o contrário do que fizemos até aqui confirmando a unção com o óleo, Augustus Nicodemus Lopes afirma com muita propriedade em seu comentário expositivo da carta de Tiago que "não sabemos ao certo se era uma prática geral nas igrejas apostólicas orar pelos enfermos ungindo-os com óleo ou se Tiago aqui introduziu essa prática entre os deveres dos presbíteros das igrejas Judaico cristãs. Essa possibilidade pode ser a mais correta”. Mais adiante, Nicodemus diz: "Tiago não explica a relação que vê entre a unção com óleo e a oração em favor do enfermo”.  


Não obstante, existem duas sugestões acerca do que realmente Tiago queria ensinar nesta instrução a igreja de sua época e para nós hoje. Alguns estudiosos dizem que o óleo era um tipo de remédio que era um complemento com a oração pela cura do enfermo. Por outro lado, outros acreditam que o óleo era e é apenas o símbolo da ação do Espírito Santo curando a pessoa doente. Todavia, esta segunda sugestão tem como base algumas passagens do Antigo Testamento que atestam o uso do óleo como a ação do Espírito Santo.

 

O óleo da unção no Antigo Testamento era um símbolo da ação do Espírito Santo ainda não operando em sua plenitude. Porém, no Novo testamento, após o pentecostes, o Espírito Santo passou a operar em sua plenitude não sendo mais necessário ou uma regra o ato de ungir pessoas devido a estarmos na nova aliança da graça. (veja Ex 29.7; Lv 8.12; 1Sm 10.1-3; 16.13; Zc 4.3). Portanto, a segunda sugestão de que o óleo é símbolo da ação do Espírito Santo curando o doente é a mais plausível. Esta é a interpretação de Calvino dessa passagem, onde ele diz: "Não posso concordar com aqueles que pensam que o óleo era usado como remédio nestes casos".


Contudo, apesar do ato de ungir o doente ser apenas um símbolo, conforme os adeptos desta prática ratificam, todavia, não há objeção em todo o contexto da carta de Tiago, nos evangelhos, em Atos e nas cartas de Paulo em se permitir o ato de ungir. Porém, esta prática é “restrita somente a pessoa doente”. Sendo assim, três pontos de vital importância são destacados explicitamente na carta de Tiago 5.14. Senão vejamos:


1) Tiago não diz que “se deve ungir todas pessoas, objetos, casas, carros” etc.


2) Tiago não diz que “todas as pessoas devem ungir o doente, mas que a unção deve ser feita somente pelos presbíteros ou pastores”. 


3) Tiago não diz que se deve “ungir a pessoa doente na igreja ou em qualquer outro lugar [como, por exemplo, no monte]. Obviamente, a pessoa, por estar doente, estaria impossibilitada de ir a igreja, portanto, a unção era restrita e deveria ser feita na casa da pessoa doente”. 

 

Tiago 5.14b – Que ele (o doente) mande chamar os presbíteros (ou pastores) da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. NVI

Finalmente, mesmo que não seja proibido o presbítero ou o pastor ungir os doentes, contudo, devido ao exagero e aos abusos que as igrejas neopentecostais e pentecostais e muitos cristãos cometem a despeito do óleo em ungir pessoas não doentes, casas, e objetos em geral, seria melhor não aderirmos a tal prática que, sobretudo, foi e é muito mistificada no meio evangélico. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A Igreja está tão doente quanto o mundo

por: Antognoni Misael

igreja-morta-doenteO psicoterapeuta suíço e pastor da igreja reformada Paul Tournier, autor de vários livros (“Bíblia e Medicina”, “Da Solidão à Comunidade”, “Os Fortes e os Fracos”), dedicou o seu livro “Mitos e Neuroses” aos seus filhos Jean-Louis e Gabriel e à geração jovem de seu tempo, pedindo “perdão por lhe haver legado um mundo tão enfermo”.
Duas observações são necessárias. O mundo não estava doente só na época em que Tournier escreveu o livro (1947). O mundo sempre esteve enfermo. Basta ler os muitos volumes da história da humanidade. A outra observação é: para tratar de um mundo doente, nada melhor do que uma Igreja saudável. Acontece, porém, que a Igreja está tão doente quanto o mundo, embora em seu seio haja várias e bem-aventuradas ilhas de resistência. Em vez de ser a luz do mundo e o sal da terra, a Igreja deixou-se contagiar com o mundo.
Não é novidade. Muito se tem escrito a respeito da influência do mundo sobre a igreja, transformando-a numa verdadeira empresa. Nenhuma empresa sobrevive sem produtos, lojas (pontos de venda), vendas, vendedores, lucros, propaganda, concorrência. De tudo isso certos setores modernos da igreja têm lançado mão com reconhecido sucesso. Por exemplo, os pontos de venda seriam as igrejas abertas o dia inteiro e os produtos seriam não as boas novas da salvação, mas as boas novas da cura e da prosperidade material (sucesso profissional, posição social elevada, bens de consumo de alto valor e em grande quantidade).
Poucas empresas fariam um marketing tão bem sucedido quanto o das igrejas neopentecostais. Elas não economizam dinheiro na propaganda da marca (nome da denominação) e de seus fundadores e dirigentes supremos. Elas compram os mais longos horários da televisão, publicam jornais, revistas em grandes tiragens. Dentro de uma destas revistas sempre há um DVD com mensagens do fundador, cuja foto e cujo nome aparecem em todos os números e em grande quantidade.
Os muitos lançamentos de livros, nas principais cidades brasileiras e de outros países, do líder de outro grupo neopentecostal foram feitos com enormes estardalhaços, com filas de leitores que queriam o seu autógrafo ou da pessoa que o representava. O testemunho de cura ou de bênção que essas revistas publicam dificilmente é atribuído a Deus ou a Jesus. Os agraciados mencionam o nome do líder, o nome do programa de televisão que eles fazem ou o nome da denominação neopentecostal. Nenhum deles repele a homenagem indevida, como Paulo e Barnabé fizeram em Listra (At 14.11-18). Estes homens talvez nunca tenham lido a repreensão do anjo a João na ilha de Patmos: “Não faça isso [curvar-se aos meus pés]! Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus!” (Ap 22.9). No dia em que eles se diminuírem, certamente os impérios eclesiásticos que eles fundaram cairão por terra.
Outra evidência do estilo empresarial é a concorrência que existe entre as denominações neopentecostais. Aliás, essa chaga afeta também outras denominações pentecostais e históricas e a própria Igreja Católica, mesmo que elas estejam distantes da ideia de mercado. Nesse caso, a concorrência seria uma espécie de defesa contra os neopentecostais. Há uma corrida entre cantores gospel protestantes e cantores gospel católicos, entre megaeventos protestantes e megaeventos católicos, entre megatemplos protestantes e megatemplos católicos. Segundo reportagem de “Veja BH” de julho de 2012, “a construção da Catedral Cristo Rei não deixa de ser uma das respostas ao avanço dos evangélicos”, já que o número de católicos da diocese de Belo Horizonte tem caído e o de evangélicos tem subido. A nova catedral “terá capacidade quatro vezes maior que a do imenso templo erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus”. Em linguagem clara, isso significa competição religiosa, algo totalmente estranho ao espírito evangélico.
A tentação da concorrência, inclusive da parte da Igreja Católica, é tal que alguns teólogos católicos começam a se pronunciar. Luiz Carlos Susin, ex-presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião e professor da PUC-RS, diz que “a melhor coisa é a gente caminhar um ao lado do outro, sem fazer guerra de ciúmes porque uma comunidade cresceu e a nossa ficou menor”. Outro teólogo, Agenor Brighenti, especialista em teologia pastoral e presidente do Instituto Nacional de Pastoral (INP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é mais explícito: “Um dos riscos da Igreja é de simplesmente entrar na disputa do mercado e usar meios de evangelização que não sejam tão evangélicos no contexto de hoje. Cabe à Igreja não apostar tanto em massa, tanto em número, tanto em marketing, visibilidade e prestígio, mas é preciso que sinalize e testemunhe uma vivência do reino de Deus na simplicidade”. Mesmo tendo perdido considerável espaço para os evangélicos na última década, Susin explica que o grande evento da Jornada Mundial da Juventude, realizado no Rio de Janeiro em julho, “não deve ser lido como uma tentativa da Igreja de recuperar território e rivalizar com outras denominações” (“Cidade Nova”, julho de 2013, p. 23).
A falta de simplicidade é outra marca que caracteriza a igreja doente. A entrevista que um líder pentecostal (não neopentecostal) concedeu a “Veja” em junho de 2012 o nivelou com empresários ricos que têm carro importado e blindado, avião, imóveis aqui e no exterior. Dois leitores da matéria de capa de “Veja BH” de junho de 2013 também ficaram incomodados com a falta de simplicidade da cantora cuja foto aparece na capa. Um deles escreveu: “A ostentação de adereços e o excesso de maquiagem não remetem a Deus”.
O mesmo poderia ser dito da milenar pomposidade do Vaticano, à qual o atual papa parece contrário. A doença da vaidade de aparência, de títulos e de poder tem tomado conta de muitos líderes evangélicos das três correntes: histórica, pentecostal e neopentecostal. A seu tempo, Deus cobrará tudo isso e o preço será alto demais, pois o livro de Provérbios coloca isso em pratos limpos: “Primeiro vem o orgulho; depois, a queda – quanto maior é o ego, maior é o tombo” (PV 16.18).
A mercantilização da igreja, a concorrência e a ostentação estão de tal modo arraigadas que a esperança de cura é muito pequena. Uma das razões é que o povo já se acostumou com todos esses desvios e chega a tirar proveito deles, além de bater palmas para os seus responsáveis. Neste sentido, aquele cartaz contra a corrupção do país que dizia “Afasta de mim este cale-se” foi muito oportuno. O “quem cala consente” de Artur Azevedo é uma verdade muito séria. Se mais pessoas abrissem a boca para, com isenção de ânimo e com humildade, lutar contra a profanação do evangelho, esses grupos não cresceriam tanto! Além do mais, o sucesso numérico e de bens é tão grande que outros grupos neopentecostais podem ser formados e denominações pentecostais e denominações históricas podem corromper-se, o que já vem acontecendo. A doença da teologia da prosperidade é contagiosa. “A falta de ética e o narcisismo religioso” — diz Ricardo Barbosa, autor de “A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja” — “é uma praga muito ampla”.
Quem abriu a boca outro dia foi Valdir Steuernagel, presidente da Aliança Cristã Evangélica Brasileira: “A assim chamada teologia da prosperidade tem materializado a bênção de Deus, nos tornando cristãos consumistas”. Essa busca de benefícios pessoais, completa Steuernagel, “acaba provocando um profundo desvirtuamento da fé cristã” (“Jornal Nosso Tempo”, dezembro de 2012, p. 12).
Outra voz, mais recente, é a do sociólogo em ciência da religião e padre católico Inácio José do Vale, de Volta Redonda, RJ: “O neopentecostalismo é a suprema heresia do cristianismo pós-moderno e o seu fundamento é a exotérica teologia da prosperidade”. Em seguida, o padre diz: “A nossa era é refém dos grandes escândalos entre igrejas e dinheiro, evangelho e mercado, fé e heresias, seitas e denominações, pastores e mercenários, Bíblia e mercantilismo, ecumenismo e cismas, escatologia e fundamentalismo apocalíptico”. Inácio José cita vários autores protestantes, como o pastor Valdemar Figueiredo: “Já foi provado que a igreja eletrônica gera mais antipatia do que conversos; enche mais os bolsos do que as almas; constrói mais celebridades do que gente; reúne mais multidão do que rebanho”. O dramático artigo do padre Inácio José do Vale foi publicado em “O Lutador” (11 a 20 de julho de 2013, p. 15).
Para tratar de um mundo doente, nada melhor que uma Igreja sadia. Acontece, porém, que a Igreja está tão doente quanto o mundo. Todos nós temos a obrigação de orar:
“Ó Deus, coloca-nos em UTI. Trata de nós! Cuida de nós! Cura-nos!”